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Quatro maneiras de aumentar o comprimento do arco na Terapia Bioprogressiva

1. “Compromise” na Convexidade (Compromise = aceitação de situação não ideal, porém de acordo com as limitações impostas pelo caso). Em função de discrepância dentária, o ponto A poderá ser colocado mais adiante. Para cada 1 mm a mais na convexidade, o Plano A – PO será situado 0,5 mm mais para frente, aumentando em 1 mm o comprimento do arco.

2. Aceitação do bórdo incisal (Ponto) do Incisivo Inferior mais para frente em relação ao Plano de A – PO, a faixa de normalidade vai de – 1 a + 3 mm. Para cada 1mm (cefalometricamente) que os incisivos inferiores forem levados para frente, são ganhos 2mm de comprimento no arco. Observações clínicas mostram que nos Padrões Braquifaciais, podemos aceitar até +4 a +5mm enquanto que nos Dólicofaciais, +1 a +2mm como máximo. A possibilidade de efetuar estes movimentos nos incisivos inferiores, é ditada principalmente pela forma da sínfise e visualização do objetivo estético no VTO.

3. Expansão dos dentes do segmento posterior. A regra de Ricketts ordena que para 1mm de expansão através dos caninos, ganha-se 1mm de comprimento de arco. Para cada 1 mm de expansão através dos pré-molares, ou molares decíduos, ganha-se 1/2mm de comprimento do arco; e para cada 1 mm de expansão através dos molares, obtém-se 1/3 mm de extensão do arco. Portanto para 1mm de expansão nestes segmentos ganharemos aproximadamente 2,3mm no arco. Contudo Expansões Promíscuas e desenfreadas mesmo na região de molares e pré-molares devam ser evitadas. Devem ser examinadas cuidadosamente a Forma do Arco e as Inclinações vestibulolinguais dos dentes posteriores. Cefalometricamente, na Análise Frontal, a distancia entre as superfícies bucais dos molares inferiores e os Planos J – AG de cada lado, fornecem indicações das possibilidades de expansão.

4. Verticalização do molar inferior. Quando existe uma profunda curva de Spee,e há a condição de verticalização molar inferior,a inclinação para trás do Arco Base Inferior, serve para trazer para mesial as raízes do primeiro molar inferior. Visto que o centro de resistência do primeiro molar inferior é levemente abaixo da junção cemento-esmalte da raiz mesial, o simples giro do primeiro molar inferior sobre seu eixo permitirá tipicamente um movimento da raiz de 2mm para mesial e um movimento da coroa de 2mm para distal. Isto, de fato é, troca de espaço no osso alveolar pelo espaço no arco; e pode ser responsável por aproximadamente 4 mm de comprimento obtidos, ao mesmo tempo em que a curva de Spee é nivelada.

Conclusão
Supondo-se que em um mesmo caso clínico, pudermos aceitar à convexidade a +2 mm além dos padrões de normalidade, verticalizar os molares, avançar incisivos inferiores 2 mm à frente e expandir 1 mm os os caninos, 1 mm os pré-molares e 3,0 mm na região de molares, ganharemos respectivamente 2+4+4+3 = 13 mm que é praticamente o espaço de 2 pré-molares, evitando-se assim extrações.

Paulo T. e Vasconcelos; Edmur Cazelato

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